Alta proteína e oportunidades para iogurtes batidos e bebíveis
Nos últimos anos, a proteína deixou de ser algo exclusivo do nicho esportivo e se tornou um dos macronutrientes mais requisitados e promissores para uma dieta saudável.
Nos últimos anos, a proteína deixou de ser algo exclusivo do nicho esportivo e se tornou um dos macronutrientes mais requisitados e promissores para uma dieta saudável.
Nos últimos anos, a proteína deixou de ser algo exclusivo do nicho esportivo e se tornou um dos macronutrientes mais requisitados e promissores para uma dieta saudável. Globalmente, cerca de 48% dos consumidores afirmam querer aumentar sua ingestão de proteína, enquanto 74% a associam à saúde e ao bem-estar geral1FMCG GURUS. Protein Fortification within the Dairy Sector: Trend Report – October 2025.. Além disso, cerca de 73% dos consumidores globais relacionam o seu consumo à melhora de energia, o que explica por que produtos altos em proteína migraram das academias e passaram a atingir o consumidor geral por meio de categorias bem penetradas, como é o caso de lácteos, snacks e sobremesas2FMCG GURUS. Protein Fortification within the Dairy Sector: Trend Report – October 2025..
Ao escolherem produtos lácteos, a prioridade segue sendo preço e sabor, mas a importância do perfil nutricional cresce: globalmente, 34% dos consumidores afirmam que o teor de proteína, ao lado de vitaminas, é um critério importante, reforçando a percepção de benefícios naturais intrínsecos da categoria3FMCG GURUS. Protein Fortification within the Dairy Sector: Trend Report – October 2025.. Neste cenário, a combinação de proteína com probióticos é outro destaque, com cerca de 74% da população global afirmando que consumiria um produto proteico que também oferecesse benefícios probióticos, o que torna os lácteos fermentados uma plataforma ideal para soluções multifuncionais4FMCG GURUS. Protein Fortification within the Dairy Sector: Trend Report – October 2025..
Na América Latina, os iogurtes fazem parte da dieta diária5Novonesis Global Study, LATAM 2025. e apresentam uma forte tendência de conexão com benefícios funcionais, como saciedade, energia, imunidade e envelhecimento saudável, alinhando a sólida base de consumo de lácteos ao discurso global de proteína como eixo de saúde6WGSN. Protein and Yogurts Trends. .
No Brasil, a categoria de iogurtes e lácteos fermentados é grande e segue em crescimento: 82% dos lares já a consomem e 45% aumentaram o seu consumo no último ano. O consumidor brasileiro busca um combo de saúde, sabor e preço, ou seja, o iogurte precisa ser saboroso e acessível, além de ser um alimento funcional para o dia a dia7Novonesis Global Study, Brasil 2025..
Em relação aos probióticos, 71% dos consumidores brasileiros possuem conhecimento e observa-se uma associação positiva entre o nível de conhecimento sobre o tema e a satisfação dos consumidores, o que sugere ser um fator relevante na percepção de valor dos produtos da categoria. Com a crescente busca por funcionalidade, a combinação de alto teor de proteína com probióticos acaba representando uma grande oportunidade para o setor de lácteos no Brasil, juntamente com a redução de açúcar e a variedade de sabores, mantendo a indulgência em produtos de consumo diário8Novonesis Global Study, Brasil 2025..
Para atender à crescente demanda dos consumidores por produtos com alto teor de proteínas e alinhados a uma alimentação mais saudável, a Novonesis lançou globalmente a Galaya® Smooth. Trata-se de uma solução enzimática inovadora que oferece benefícios significativos aos produtores de lácteos, reduzindo a complexidade dos processos industriais e possibilitando a entrega de produtos mais indulgentes e níveis de proteína ainda maiores.
A produção de iogurtes com alto teor de proteína apresenta desafios significativos para a indústria, especialmente no que diz respeito ao balanço da formulação, ao aumento do tempo e complexidade do processo e ao maior custo devido à composição proteica e às perdas ao longo da fabricação.
O equilíbrio na formulação é fundamental, uma vez que o enriquecimento do teor de proteína geralmente ocorre por meio de fortificação por concentrados proteicos em pó e/ou leite concentrado por ultrafiltração. O blend proteico impacta diretamente nas características do produto, como: sabor, indulgência, sensação na boca, e nas dinâmicas de processamento.
Como a fortificação da base ocorre antes da fermentação, um aumento no tempo do processo pode ser observado. Isso acontece pelos seguintes motivos:
Até recentemente, as alternativas para desenvolver produtos mais indulgentes e obter processos industriais mais fluidos estavam praticamente limitadas ao uso de proteínas de soro microparticuladas, um recurso de custo elevado e que enfrenta restrições de disponibilidade no mercado. No entanto, a demanda por uma solução tecnológica que atendesse aos requisitos funcionais e de desempenho do processo foi devidamente suprida. Galaya® Smooth é uma ótima alternativa para aprimorar formulações existentes e criar novos conceitos.
Galaya® Smooth é uma protease que atua rompendo parcialmente as cadeias proteicas, originando peptídeos de cadeias longas. Essa modificação controlada enfraquece a rede de gel formada durante a fermentação, resultando em uma redução da viscosidade, efeito que facilita o processamento e contribui para produtos mais indulgentes, com maior aceitabilidade pelos consumidores.
Com esse mecanismo, torna-se possível desenvolver iogurtes com até 12% de proteína, oferecendo ao consumidor uma experiência sensorial superior. O processo também ganha em fluxo e eficiência, permitindo otimizar os custos das misturas proteicas e viabilizar formulações mais robustas e tecnológicas.
A redução de custos ocorre ao diminuir o percentual ou a necessidade do uso exclusivo de proteínas de soro microparticuladas para alcançar altas concentrações de proteína, considerando que elas apresentam custo mais elevado e restrições de disponibilidade no mercado.
Assim é possível obter iogurtes com viscosidade fluida, sem comprometer a qualidade ou a performance do produto.
Galaya® Smooth deve ser adicionada junto com o cultivo, para que sua ação ocorra na etapa de fermentação. Após esse período, devido às condições subsequentes de pH e temperatura, a enzima não apresenta atividade significativa, garantindo a estabilidade do produto durante toda a sua vida útil.
A combinação de Galaya® Smooth com os cultivos YoFlex® pode potencializar ainda mais os resultados, proporcionando ganhos adicionais de processo, melhor textura e maior estabilidade frente à pós acidificação, contribuindo para um produto mais consistente e de alta qualidade.
Um ponto importante a ser destacado é que Galaya® Smooth promove uma hidrólise controlada, limitando a formação de peptídeos de baixo peso molecular, que são frequentemente associados ao desenvolvimento de amargor. Com isso, a enzima contribui para um perfil sensorial mais limpo e agradável, sem comprometer a qualidade do produto.
Além disso, esta solução tende a diminuir o tempo de fermentação e não afeta negativamente na estabilização e sinérese ao longo do shelf-life, preservando a performance já estabelecida na linha.
A dosagem ideal deve ser ajustada levando em consideração fatores como: teor proteico, composição do blend, características do processo e o perfil sensorial desejado, garantindo o melhor equilíbrio entre funcionalidade, textura e indulgência.
Para ampliar a diferenciação de iogurtes com alto teor de proteína é possível incorporar à formulação os probióticos BB-12® e LGG®, reconhecidos por seus benefícios à saúde gastrointestinal. BB-12® é a cepa de Bifidobacterium mais documentada do mundo, enquanto LGG® é o probiótico com o maior número de estudos científicos publicados, reforçando a eficácia e a segurança do seu uso em alimentos.
BB-12® e LGG®, devem ser adicionados durante a etapa de fermentação, juntamente com o cultivo matriz de fermentação YoFlex® e a enzima Galaya® Smooth, garantindo desempenho tecnológico consistente, estabilidade e benefícios funcionais adicionais ao produto.
1, 2, 3 e 4. FMCG GURUS. Protein Fortification within the Dairy Sector: Trend Report – October 2025.
5. Novonesis Global Study, LATAM 2025.
6. WGSN. Protein and Yogurts Trends.
7 e 8. Novonesis Global Study, Brasil 2025.
Autoras: Natália Góes e Fúlvia Longo
Coordenação e edição: Raquel Chiliz
Consultoria: Michael Mitsuo Saito e Lúcio Antunes
Editoração: Cia da Concepção
As informações aqui fornecidas são apenas para fins de informação geral. Todas as informações são fornecidas de boa-fé. Nenhuma garantia está sendo estendida e nenhuma responsabilidade (incluindo, sem limitação, quaisquer danos diretos ou indiretos por lucros cessantes ou interrupção de negócios) é aceita quanto à sua precisão, integridade, exatidão, não violação, comercialização ou adequação a uma finalidade específica. O(s) produto(s) pode(m) estar coberto(s) por patentes pendentes ou emitidas, marcas, registradas ou não, ou direitos de propriedade intelectual similares.
O Brasil vive um momento histórico na produção de leite. Dados do IBGE de 2024 revelam uma transformação notável do setor lácteo brasileiro: o país atingiu a marca de 35,7 bilhões de litros produzidos – o maior volume da série histórica – com uma produtividade recorde de 2.362 litros por vaca/ano, que representam 4,9% de aumento em relação ao ano anterior mesmo com redução de 3,4% no rebanho. Neste contexto, o valor de produção chegou a R$ 87,5 bilhões, representando um crescimento de 9,4% frente ao ano anterior.
O Brasil vive um momento histórico na produção de leite. Dados do IBGE de 2024 revelam uma transformação notável do setor lácteo brasileiro: o país atingiu a marca de 35,7 bilhões de litros produzidos – o maior volume da série histórica – com uma produtividade recorde de 2.362 litros por vaca/ano, que representam 4,9% de aumento em relação ao ano anterior mesmo com redução de 3,4% no rebanho. Neste contexto, o valor de produção chegou a R$ 87,5 bilhões, representando um crescimento de 9,4% frente ao ano anterior1.
Estes números demonstram uma maturidade crescente do setor, com foco em eficiência e produtividade. Mas, será que ele está preparado para enfrentar os desafios que acompanham este crescimento?
Com uma população em constante expansão e consumidores cada vez mais exigentes quanto à qualidade e segurança dos produtos lácteos, o setor enfrenta uma pressão significativa para garantir que cada gota de leite produzida atenda aos mais altos padrões de qualidade.
A pergunta que deve ser feita é: como é possível transformar este crescimento quantitativo em uma evolução qualitativa que posicione o Brasil como referência em lácteos seguros e sustentáveis?
Segundo a Secretaria de Política Agrícola do MAPA, o Brasil ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial de produção de leite e possui mais de 1 milhão de propriedades leiteiras2.
Em 2024, a região Sudeste produziu 12,03 bilhões de litros de leite, enquanto os estados da região Sul contribuíram com 11,9 bilhões de litros. Combinadas, essas duas regiões representaram cerca de 67% da produção nacional de leite no ano passado. O Nordeste também se destaca com 6,4 bilhões de litros e um crescimento de 4,5% – evidenciando sua importância estratégica para o setor lácteo brasileiro3. Apesar dos ótimos resultados, sabemos que a crescente produção de leite deve ser acompanhada de rigorosos processos de controle de qualidade. A tendência para os próximos anos é de que apenas os produtores mais eficientes e tecnologicamente adaptados permaneçam ativos no setor até 20304.
Nesse cenário, a iniciativa pública tem se aliado ao setor privado para fomentar a modernização da cadeia leiteira. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) disponibiliza em sua plataforma digital diversas ferramentas de gestão e programas de incentivo, como:
Além disso, o MAPA é responsável por fiscalizar e padronizar os parâmetros de qualidade do leite no país. Um dos principais indicadores utilizados para essa finalidade é a Contagem de Células Somáticas (CCS).
A CCS está diretamente relacionada à saúde do úbere das vacas, sendo um indicativo da presença de mastite. Níveis elevados de CCS (acima de 500 mil células/mL) comprometem a qualidade físico-química e microbiológica do leite, afetando a concentração de proteínas (principalmente caseína) e minerais, além de interferir negativamente no sabor, textura e vida útil dos produtos lácteos.
As instruções normativas 76/20185 e 77/20186 publicadas pelo MAPA, estabelecem os limites máximos aceitáveis de CCS e propõem estratégias para a sua redução, com foco na segurança alimentar e na padronização da qualidade do leite em todo o território nacional, tornando esse um importante desafio para o setor.
Estudos comprovam que a presença de resíduos de antibióticos utilizados no tratamento dos animais também impactam na produção de lácteos. Em iogurtes, Kosikowski e Mocquiot (1958) observaram que concentrações de 0,01 a 0,05 UI/ml de penicilina no leite inibiram o crescimento de Streptococcus thermophilus, enquanto Lactobacillus bulgaricus demonstrou maior resistência, tolerando concentrações de 0,30 a 0,60 UI/ml. Jacquet (1953) relatou que a presença de 0,02 UI/ml de penicilina no leite retardou a acidificação láctica. Anifantakis (1982) avaliou que concentrações de 0,015 a 0,05 UI/ml de penicilina, 0,3 a 1,0 mg/ml de clortetraciclina e oxitetraciclina, e 5 a 7 mg/ml de estreptomicina interferiram significativamente na produção de iogurte.
Já na produção de queijos, Bradfield (1950) comprovou que queijos fabricados com leite bovino em presença de antimicrobianos, no final do processo apresentavam sabor anormal, sem textura e muito frágeis.
Com 213,4 milhões de habitantes7 e enorme diversidade produtiva, o Brasil representa hoje um dos principais polos de influência em alimentação e bem-estar. Em um cenário constante de transformações comportamentais, o consumidor brasileiro torna-se cada vez mais informado, exigente e atento ao impacto de suas escolhas. Entre as novas gerações, especialmente Millenials e Geração Z, alimentação saudável tornou-se parte da identidade pessoal e uma forma de autocuidado. Hoje, valor não se mede apenas pelo preço, mas pela combinação entre confiança, nutrição, transparência e impacto positivo8, aspectos importantes que podem ser traduzidos para o setor de lácteos em:
Dessa forma, os pontos acima deixam de ser um diferencial competitivo e passam a ser requisitos básicos, fazendo parte do próprio conceito moderno de qualidade.
Como mencionado, a percepção de valor passa a estar ligada à forma como o produto é produzido. Cada vez mais, o consumidor associa qualidade à sustentabilidade e busca empresas que respeitem o meio ambiente, utilizem recursos de forma eficiente e garantam o bem-estar animal. Para esse novo consumidor, um leite de qualidade é aquele que nutre sem comprometer o futuro do planeta.
Globalmente, centenas de milhões de litros de leite são descartados anualmente devido a testes positivos para resíduos de antibióticos. No Brasil, este problema assume proporções ainda mais críticas, considerando o tamanho continental do país, a logística complexa, a diversidade de sistemas produtivos – que vão desde pequenas propriedades familiares até grandes operações industriais – e a necessidade de controle rigoroso para atender mercados internacionais exigentes.
O descarte de leite contaminado representa impactos importantes econômicos, como: perdas financeiras diretas para produtores e laticínios, interrupção da cadeia produtiva e custos adicionais de reprocessamento e logística. Além disso, há impactos ambientais: cada litro de leite descartado representa entre 0,7 e 6 kg CO2 de emissões evitáveis9, desperdício de recursos naturais utilizados na produção e maior pressão sobre sistemas de tratamento de efluentes.
Neste contexto, práticas que reduzem emissões de gases de efeito estufa (GEE), reaproveitam resíduos e adotam métodos regenerativos fortalecem a relação com o público. Com a temática de sustentabilidade em alta, a indústria de lácteos tem uma oportunidade significativa de demonstrar seu compromisso ao adotar inovações e tecnologias que contribuam para o alcance das metas climáticas globais.
Como a cadeia leiteira pode responder a esses desafios e demandas? A melhoria da qualidade do leite exige a adoção de boas práticas agropecuárias, tais como:
A utilização de testes rápidos para detecção de resíduos de antibióticos, aflatoxinas e adulterantes tem ganhado espaço nas fazendas e laticínios. A adoção de tecnologia de rastreamento e controle de resíduos garante maior controle sanitário e atende às exigências legais, como o Artigo 33 da IN 77, que obriga a análise de resíduos de produtos veterinários no leite transportado em tanques ou latões.
Além do portfólio referência já estabelecido sob a marca MilkSafe™, em outubro de 2025 a Novonesis anunciou sua parceria com a Bioeasy, especialista em tecnologia de kits de teste rápido para segurança alimentar, com o objetivo de expandir possiblidades para o mercado. Essa colaboração une a expertise de ponta da Bioeasy no desenvolvimento de soluções inovadoras de testes voltados para o setor de lácteos com o nosso compromisso com a eficiência e qualidade de alto nível.
A indústria pode contar com os mesmos produtos confiáveis da Bioeasy, agora respaldados pela expertise e pelo poder de distribuição da Novonesis. Seja seu objetivo aprimorar a conformidade regulatória, minimizar desperdícios, otimizar operações ou melhorar a precisão dos testes, nossas soluções ampliadas atendem às suas necessidades. Juntos, estamos tornando ainda mais fácil garantir a qualidade e a segurança do leite.
Mobilidade e conectividade
Testes de antibióticos, aflatoxinas e adulterantes no leite podem ser feitos na fazenda, no caminhão ou no laticínio. MilkSafeTM Web Service armazena seus registros com segurança e em perfeitas condições.
Gerência de dados
MilkSafe™ Web Service é sua ferramenta de gerenciamento e análise de dados conveniente e fácil de usar, que acompanha os registros históricos de testes.
Garantia de qualidade
Esteja sempre pronto para a auditoria usando o monitoramento em tempo real de testes de antibióticos, aflatoxinas e adulterantes. O serviço notifica você quando ocorre algum resultado de teste positivo.
Aprendizagem
O painel de análise fornece informações valiosas sobre quais antibióticos são mais preocupantes, onde aparecem na cadeia de valor e quem consultar para obter mais informações.
| Regiões | Família de antibiótico | Antibióticos disponíveis no mercado |
|---|---|---|
| Sudeste | Beta-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas) | Amoxicilinas, Ceftiofur (injeção para mastite) |
| Tetraciclinas | Oxitetraciclinas (injetável) | |
| Macrolídeos | Tilosina (uso off-label sob prescrição) | |
| Sul | Beta-lactâmicos | Ampicilina |
| Tetraciclinas | Oxitetraciclina | |
| Aminoglicosídeos | Gentamicina | |
| Centro-Oeste | Tetraciclinas | Sulfadimetoxina + trimetoprim |
| Sulfonamidas | Oxitetraciclina | |
| Nordeste | Penicilinas | Procaína penicilina |
| Macrolídeos | Tilosina | |
| Norte | Tetraciclinas | Oxitetraciclina |
| Sulfonamidas | Sulfametoxazol+trimetoprim |
A combinação entre escala e inovação posiciona o Brasil entre os mercados mais relevantes para o avanço de lácteos de qualidade superior. O setor entra em uma nova fase guiada por ciência, transparência e sustentabilidade, na qual qualidade passa a ser compromisso.
Com a indústria de lácteos mudando mais do que nunca, a Novonesis entende que este é o momento dos produtores levarem os lácteos ao próximo nível ao desenvolverem produtos que as pessoas amam, moldarem o futuro desse segmento enquanto acompanham as transformações do mercado e obterem mais dos seus recursos disponíveis.
Portfólio ampliado para cada etapa da cadeia de valor do leite: Acesse uma ampla gama de soluções avançadas de teste para antibióticos, aflatoxinas e adulteração do leite. Com opções nos formatos de tira ou cassete, esses testes são ideais para fazendas, caminhões e pontos de recepção de leite. Essa oferta ampliada permite acesso às soluções de teste mais completas para a triagem de uma maior variedade de contaminantes em leite cru ou processado. Além das nossas linhas de produtos MilkSafe™ e Bioeasy, também forneceremos testes de tiras de temperatura ambiente sob a marca Anieasy.
Suporte técnico especializado: Nossos especialistas em aplicações estão preparados para apoiar os clientes, oferecendo assistência rápida e prática para as dúvidas sobre testes.
Documentação e rastreabilidade de próximo nível: Aproveite o MilkSafe™ Web Service da Novonesis para testes digitais sem complicações – com documentação superior, análise otimizada e acesso instantâneo a resultados sempre disponíveis para maior rastreabilidade, soma-se a inovação 4.0, garantindo mais controle na cadeia leiteira com dados consistentes e segurança cibernética das informações e resultados armazenados em nuvem.
Integração perfeita: MilkSafe™ Web Service integra-se com qualquer sistema LIMS ou ERP por meio de uma API aberta. Ele salva e armazena continuamente todos os resultados de seus testes em tempo real, oferecendo também a flexibilidade de determinar quando, onde e quais dados você deseja integrar.
Resultados mais rápidos: Obtenha resultados com maior agilidade para todos os grupos de antibióticos usados com mais frequência. O tempo de incubação varia de 3-4min para testes em cassetes e 5-10 minutos para tiras. Os limites de resíduos estão em conformidade com os LMR da UE.
Fácil de usar: Os testes permitem obter resultados em uma única etapa, aplicando o leite com ou sem incubador, além da flexibilidade ao combinar vários medicamentos em um único teste.
Validação externa bem-sucedida: Testes validados pelo ILVO – Instituto de Pesquisa de Agricultura, Pesca e Alimentação de Flandres.
Autores: Felipe Carneiro e Raquel Chiliz
Coordenação e edição: Raquel Chiliz
Consultoria: Michael Mitsuo Saito, Lúcio Antunes, Diego Mallmann e Fulvia Longo
Editoração: Cia da Concepção
As informações aqui fornecidas são apenas para fins de informação geral. Todas as informações são fornecidas de boa-fé. Nenhuma garantia está sendo estendida e nenhuma responsabilidade (incluindo, sem limitação, quaisquer danos diretos ou indiretos por lucros cessantes ou interrupção de negócios) é aceita quanto à sua precisão, integridade, exatidão, não violação, comercialização ou adequação a uma finalidade específica. O(s) produto(s) pode(m) estar coberto(s) por patentes pendentes ou emitidas, marcas, registradas ou não, ou direitos de propriedade intelectual similares.
Na última edição abordamos os possíveis impactos na qualidade de lácteos fermentados, como o iogurte e a bebida láctea, decorrentes das recentes alterações no Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para bebidas lácteas, conforme a Portaria SDA/MAPA 1.174 de 3 de setembro de 2024, que traz padronizações e novos parâmetros para composição desses produtos e a Instrução Normativa (IN) 211 de 1 de março de 2023, que estabelece as funções tecnológicas, os limites máximos e as condições de uso para aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em alimentos. Recentemente, devido às dificuldades técnicas para adequação dos novos limites, a Portaria SDA/MAPA 1.174 de 3 de setembro de 2024 que entraria em vigor em outubro de 2025 foi postergada para junho de 2026.
Nesta edição vamos compreender as implicações tecnológicas das alterações regulatórias entendendo os fatores que contribuem para a formação da rede proteica, bem como os mecanismos que podem ser utilizados para bioproteção.
Na última edição abordamos os possíveis impactos na qualidade de lácteos fermentados, como o iogurte e a bebida láctea, decorrentes das recentes alterações no Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para bebidas lácteas, conforme a Portaria SDA/MAPA 1.174 de 3 de setembro de 2024, que traz padronizações e novos parâmetros para composição desses produtos e a Instrução Normativa (IN) 211 de 1 de março de 2023, que estabelece as funções tecnológicas, os limites máximos e as condições de uso para aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em alimentos. Recentemente, devido às dificuldades técnicas para adequação dos novos limites, a Portaria SDA/MAPA 1.174 de 3 de setembro de 2024 que entraria em vigor em outubro de 2025 foi postergada para junho de 2026.
Nesta edição vamos compreender as implicações tecnológicas das alterações regulatórias entendendo os fatores que contribuem para a formação da rede proteica, bem como os mecanismos que podem ser utilizados para bioproteção.
No processo de transformação do leite em iogurte ou bebida láctea fermentada é necessário desestabilizar as proteínas contidas na base para que se forme uma coalhada láctea, dando origem ao produto.
O leite é composto por aproximadamente 3,5% de proteínas, podendo variar de acordo com a raça e alimentação do animal, além de fatores geográficos e climáticos. No Brasil, por exemplo, o conteúdo médio varia entre 3,1 e 3,2%. As proteínas presentes no leite são divididas em dois grandes grupos: 80% representado pelas caseínas e 20% correspondente às proteínas de soro.
O grupo das caseínas é composto pelas frações proteicas αs1, αs2, β e κ-caseína, que se associam através de minerais — especialmente cálcio e fósforo — para formar as micelas de caseína, estruturas esféricas e coloidais de maior estabilidade. O interior dessas micelas é predominantemente hidrofóbico, sendo constituído principalmente por αs1, αs2 e β-caseína; enquanto a κ-caseína se concentra majoritariamente na superfície, conferindo estabilidade à estrutura.
A fração κ-caseína possui regiões polares e apolares, sendo essencial para a estabilidade das micelas no leite. A parte hidrofóbica interage com as demais frações de caseína que estão no interior da micela enquanto a parte C-terminal, que possui característica hidrofílica, se projeta da superfície micelar. Estas interações permitem que a caseína se mantenha dispersa no leite mesmo com baixa solubilidade.
A parte externa da micela, devido à afinidade com a água, contribui para a formação de uma camada de hidratação ao redor da micela, que é fundamental para a estabilidade coloidal. Além disso, é responsável por causar repulsão estérica e promover a repulsão eletrostática entre si, devido às cargas negativas presentes nessa estrutura. Estas interações proporcionam a estabilidade completa das micelas nativas contra agregação em condições fisiológicas, ou seja, em pH natural do leite – entre 6,6 e 6,8.
Considerando que as caseínas são termoresistentes, a via para desestabilização das mesmas ocorre através do abaixamento de pH durante a etapa de fermentação. Na produção de iogurtes e bebidas lácteas fermentadas, as bactérias inoculadas via cultivo utilizam a lactose como substrato para crescimento e liberam ácido láctico, que resulta no decaimento do pH. O ácido lático libera prótons de hidrogênio no meio, que neutralizam a carga negativa contida na superfície das micelas de caseína. A agregação da caseína ocorre à medida que o ponto isoelétrico (pH ∼4,6) se aproxima, devido à redução da carga superficial, formando, assim, a rede proteica.
Já as proteínas do soro, representadas pelas frações β-lactoglobulina, α-lactoalbumina, albumina do soro e imunoglobulinas, não se precipitam em seu ponto isoelétrico. Em vez disso, são desnaturadas principalmente pelo calor, como ocorre durante o tratamento térmico aplicado na pasteurização.
No processo de fabricação de iogurtes e bebidas lácteas fermentadas, destaca-se a β-lactoglobulina, que corresponde a cerca de 54% das proteínas do soro, sendo a principal fração proteica do leite nesse grupo. A desnaturação da β-lactoglobulina tem início com o aquecimento do leite a 60°C, tornando-se quase completa quando submetida a 90°C por 5 minutos, como pode ser observado no gráfico 1, a seguir. Durante esse processo, ocorre a abertura da estrutura nativa da proteína, expondo o grupo tiol (-SH), anteriormente localizado no interior da molécula, o que permite sua interação com as micelas de caseína.
As reações de associação entre as frações de β-lactoglobulina e a κ-caseína por meio da formação de pontes de dissulfeto promovem a modificação da estrutura das micelas de caseína e levam à formação de uma rede proteica mais firme e estável, contribuindo para a redução da sinérese e o aumento da viscosidade.
Quanto maior a relação caseína/β-lactoglobulina, ou seja, quanto maior a proporção de leite em relação ao soro, melhor será a firmeza e a estrutura do gel, resultando em uma textura superior do produto. Isso ocorre porque a caseína é a principal responsável pela formação da rede proteica. Já as proteínas do soro, como a β-lactoglobulina, isoladamente, não possuem capacidade de formar gel. Devido a estas características há um grande desafio em obter a formação da textura esperada para bebida láctea fermentada, principalmente nas versões colheráveis, pois com a substituição do leite por soro de leite na formulação destes produtos, a relação caseína/β-lactoglobulina torna-se muito baixa, impactando diretamente na firmeza, na estruturação do gel e na retenção de água dentro da rede proteica. Com as novas exigências para esta categoria, regulamentando a diminuição de amido e, ao mesmo tempo, visando manter uma opção de custo mais acessível ao consumidor, se faz necessário utilizar uma combinação de soluções que proporcionem ao produto ganho de textura, além de estabilidade durante o prazo de validade.
A Novonesis tem em seu portfólio a nova geração de cultivos YoFlex® Premium, que agrega textura à bebida láctea fermentada através da elevada formação de exopolissacarídeos exocelulares (EPS) durante o processo fermentativo por meio da combinação de cepas específicas nos cultivos, apresentando excelente performance mesmo em bases com baixa proporção entre caseína e β-lactoglobulina.
Exopolissacarídeos são açúcares complexos, formados por unidades repetitivas de monossacarídeos, produzidos e secretados por microrganismos, que atuam como espessantes naturais, complementando a matriz proteica, favorecendo o incremento de textura e a redução da sinérese. Estes compostos combinam naturalmente alta consistência na boca, firmeza de gel e redução de sinérese, pois podem tanto interagir com as proteínas da rede proteica, como gelificar os poros de soro da coalhada.
A Novonesis segue trabalhando para entender as diferenças entre os EPS e como afetam exclusivamente a textura e estabilidade dos produtos lácteos fermentados, seja investigando a genética, biossíntese, regulação, estrutura ou interação na matriz do produto. Todas as possibilidades são exploradas para garantir o melhor resultado possível.
A fermentação é um método ancestral de preservação de alimentos utilizado até hoje. No entanto, os cultivos bioprotetores FreshQ® não apresentam propriedades de matriz fermentativa, são bactérias láticas especialmente selecionadas que, quando utilizadas na fermentação, ajudam a proteger os produtos lácteos contra a deterioração causada por bolores e leveduras, melhorando sua qualidade.
A vida útil dos produtos lácteos fermentados pode ser limitada por diferentes fatores e, às vezes, até mais de um fator ao mesmo tempo, como:
FreshQ® pode contribuir para a vida útil do produto em relação a vários desses fatores, pois além da alta capacidade antifúngica contra bolores e leveduras, o impacto nos atributos sensoriais do produto e pós-acidificação são muito baixos.
O mecanismo de ação dessa linha de cultivos é pautado em biociência. A Novonesis descobriu que a competição por manganês é um mecanismo bioprotetor primário, pois se trata de um mineral limitado e presente naturalmente no leite, essencial para o crescimento de bolores e leveduras. As cepas que compõem a cultura FreshQ® contêm um transportador específico que acumula manganês intracelular em concentrações elevadas, diminuindo o substrato disponível para o crescimento dos contaminantes e protegendo naturalmente o produto.
Os cultivos podem ser aplicados tanto em formulações sem adição de conservantes, como também em combinação com sorbato de potássio, protegendo os produtos durante o tempo de vida útil mesmo com as recentes mudanças na legislação para redução deste aditivo em preparados de fruta – fator que impacta diretamente na conservação dos lácteos fermentados frescos.
Autora: Natália Góes
Coordenação e Edição: Raquel Chiliz
Consultoria: Michael Mitsuo Saito e Lúcio Antunes
Editoração: Cia da Concepção
As informações aqui fornecidas são apenas para fins de informação geral. Todas as informações são fornecidas de boa-fé. Nenhuma garantia está sendo estendida e nenhuma responsabilidade (incluindo, sem limitação, quaisquer danos diretos ou indiretos por lucros cessantes ou interrupção de negócios) é aceita quanto à sua precisão, integridade, exatidão, não violação, comercialização ou adequação a uma finalidade específica. O(s) produto(s) pode(m) estar coberto(s) por patentes pendentes ou emitidas, marcas, registradas ou não, ou direitos de propriedade intelectual similares.
Nos últimos anos, a indústria de alimentos no Brasil tem enfrentado atualizações regulatórias significativas que têm estabelecido diretrizes mais rigorosas para a padronização, qualidade e segurança de diversos produtos alimentícios. Entre elas, destacam-se as mudanças no Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para bebidas lácteas, conforme a Portaria SDA/MAPA 1.174 de 3 de setembro de 2024, que traz padronizações e novos parâmetros para composição de bebidas lácteas fermentadas e a Instrução Normativa (IN) 211 de 1 de março de 2023, que estabelece as funções tecnológicas, os limites máximos e as condições de uso para aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em alimentos.